quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mini Peça Plus Sábado


A pequena do Grajaú
Autores do enredo: Ana Carolina, Cristiano, Danilo, Diogo e Marcelo
Autor do texto: Diogo Guermandi
Sinopse:
Juca, Basílio, Silas e Odorico são amigos desde a formatura da turma 37 do colégio Pedro II. Os quatro amigos se encontram toda tarde de sexta-feira na sempre disputada sinuca do seu Bezerra. Em uma destas assíduas jogatinas os rapazes descobrem que, coincidentemente, estão se encontrando com a mesma mulher, Graçinha, uma bela e fatal moça do Grajaú. Além disso, todos comentam que a moça pedira, a cada um, que falassem algo muito estranho a ela na intimidade e nenhum tivera coragem. Graçinha reservava um dia da semana para cada um, deixando apenas a sexta-feira livre. Soltando fogo pelas ventas os quatro amigos decidem colocar a bela moça contra a parede, assim ela teria que escolher, definitivamente, apenas um deles. Ela então propõe um trato: aquele que disser o que ela tanto pede ganhará a moça, e dá um dia da semana para cada um ter sua chance.

Personagens:    Juca - Silas – Basílio - Odorico – Bezerra – Gracinha

ATO I
        [Juca e Gracinha no quarto se amassando]
Juca: [ofegante] Nossa pequena você me deixa louco.
Gracinha: [com doçura] Juca, se eu te pedir uma coisa você...
Juca: [interrompe] Eu faço, pode pedir que eu faço princesa.
Gracinha: Se eu te pedir você não pode comentar a ninguém. Você sabe que eu sou muito reservada. Promete que não vai rir?
Juca: [interessado] Prometo. Vamos deixe de rodeios boneca.  
Gracinha: [com doçura] Eu quero que você me fale uma coisa na hora que a gente estiver fazendo...você sabe.
Juca: [interessado] Uma coisa? Que coisa?
Gracinha: Eu quero que você me diga... [diz alguma coisa no ouvido]  
Juca: [assustado se afasta] Carambolas, que isso? Pra que?
Gracinha: É só dizer meu amor. Você disse que era só eu te pedir que fazia.
Juca: [confuso] Não sei, pequena. Não sei não.
Gracinha: Promete que vai pensar então?
Juca: [confuso] Tá, prometo. Agora eu preciso ir. Fica com Deus. [beija-lhe a testa e sai]

ATO II
        [Silas na mesa de sinuca do bar de seu Bezerra treinando, entra Juca]
Silas: Olha quem tá ai. Como é que ta meu amigo?
Juca: [Entusiasmado] E ai Silas, cadê o resto? Tá treinando rapaz? É bom ir treinando mesmo, por que hoje você vai perder de lavada.
Silas: [dando uma tacada] Você sabe como é que o Basílio e o Odorico são lerdos. Mas não vai se gabando não, hoje eu te boto no chinelo.
Juca: [se gabando] To pagando pra ver. [pegando um taco] Do jeito que eu estou com sorte meu amigo, posso jogar com uma mão só que ainda assim ganho de você.
Silas: Opa, vai me dizer que ganhou na loteria? [grita ao dono do bar] Oh Bezerra traz uma cerveja!
Juca: [se gabando] Muito melhor, rapaz! [dando uma tacada] To saindo toda segunda com uma pequena de cair o queixo.
Silas: Olha só, vai contando. [prepara outra tacada]
Juca: [empolgado] Ah preciso te falar meu amigo, desta vez eu me superei. Morena...   
Silas: Hum [da a tacada]
Juca: Seios pequenos..., empinados... [da uma tacada]
Silas: Hum, são os melhores.
Juca: E eu nem te falei dos quadris. Maravilhosa! 
Silas: Bom, mas sorte por sorte estamos empatados. Também arranjei uma tetéia dessas de desmanchar casamento. [da uma tacada, Bezerra entra e traz a cerveja, e sai]
Juca: Esse é o Silas que eu conheço, e qual é o ar de sua graça?
Silas: Ai é que está, esse mesmo.
[chega Basílio cantando o hino do America Futebol Clube]
Basílio: Ei de torcer, torcer, torcer. Ei de torcer até morrer, morrer, morrer, pois a torcida americana é toda assim!... Ah Silas 3x0 heim rapaz, eu te falei que teu Flamengo não é de nada.
Silas: Sorte, vocês tiveram sorte. Agente estava sem zaga, isso sem falar no pênalti que só o cego juiz viu.
Basílio: Que sorte o que rapaz. Fala Juca como vai?
Juca: Melhor que nunca Basílio. [da uma tacada]
Basílio: Falavam de quê?
Silas: [brincando] Mulheres, Basílio. Nenhum assunto de seu interesse. [risada da uma jogada]
Basílio: Só porque eu não fico contando vantagem como o “machão” ai, não quer dizer que eu não goste de mulher.
[chega Odorico]
Odorico: Oi pessoal.
Juca: [todos cumprimentam] Olha quem chegou atrasado, de novo.
Odorico: O que eu perdi?
Silas: [brincando] Basílio ta querendo fazer a gente acreditar que gosta de mulher. [risos]
Odorico: [riso tímido] Poxa, tava mesmo precisando falar com vocês sobre uma coisa.
Silas: [brincando] Vai falar que gosta de mulher também, Odorico? [risos]
Odorico: [preocupado]  É serio gente, to saindo toda quinta a tarde com uma mulher muito bonita, mas to encafifado com uma coisa.
Juca: [empolgado] Olha só rapaz, não é que até o tonto do Odorico tá se dando bem. Falei rapaziada, não tem mulher no mundo que resista aos homens da Turma 37!
Basílio: Colégio Pedro II! [da uma tacada para experimentar] Odorico joga com o Juca, eu e Silas.
Silas: [curioso] Mas conta melhor essa história Odorico, ta mesmo com uma garota, no duro?
Odorico: [preocupado]  To gente, porque o espanto? E o pior é que ela me pediu uma coisa que não sei se tenho coragem de fazer.
Juca: [brincando abraça Odorico] Eh. Tá tímido rapaz, não me diga que ela te pediu pra você dar umas boas bofetadinhas. [dando tapinhas de leve em Odorico]
Odorico: [empurrando Juca] Não! Não é nada disso. A Gracinha me pediu pra dizer uma coisa a ela na hora ‘h’ que não sei se tenho coragem.
Silas: [desconfiado] Gracinha? Esse é o nome dela? De onde ela é?
Odorico: [assustado]  Do Grajaú por que?
Silas: [nervoso, pega Odorico pelo colarinho] Tá saindo com a minha pequena seu!..
Juca: [apaziguando] Para Silas! Deixa o cara. Espera ai Silas, [desconfiado vai para cima de Silas]
Porque você não me disse que sua pequena também se chamava Gracinha.
Silas: [emputecido] Como assim, também?
Basílio: Parem seus idiotas! Não perceberam que moça ta saindo com os quatro ao mesmo tempo?! Um em cada dia da semana?!
Juca: [confuso] Até você Basílio?
Basílio: Pra você ver como essa meretriz está de sarro da nossa cara. Vagabunda! Aposto que foi tara dela sair com os quatro.[muda o tom] Mas...e ai algum de vocês conseguiu dizer?
Juca: [chocho] Bom...eu não tive coragem assim de bate-pronto.
Silas: Nem eu.
Basílio: Pois é, que mulher maluca.
Juca: Pior que a canalha vale a pena. Desgraçada!
Silas: [decidido] Ah mais isso não pode ficar assim. Tô com uma idéia batendo aqui na cachuleta! Vamos colocar essa mulher contra a parede, assim a fulana vai ter que decidir com qual dos quatro vai querer ficar!
Basílio: [interessado] Como você ta pensando em fazer isso?
Silas: [decidido] O Odorico vai marcar de jantar com ela naquele restaurante no Catete.
Odorico: [com receio] Porque eu?
Silas: [decidido] Não discute Odorico! Quando os dois estiverem lá nós três chegamos e damos o flagrante. Dessa ela não escapa!
Juca: Tem certeza que isso vai dar certo, Silas?
Silas: [decidido] Claro! Batata! Dessa ela não vai ter para onde correr. [blackout]

ATO III
Cena I
        [Odorico sentado com Gracinha na mesa do restaurante]
Gracinha: Porque você escolheu esse restaurante amor?
Odorico: [inseguro] ...Porque, o...o baião de dois daqui é uma delícia, você vai ver.
        [Juca, Silas e Basílio entram de supetão e sentam juntos à mesa]
Silas: E agora Gracinha! Não é isso que você queria? Os quatro juntinhos, estamos aqui, vai negar que está saindo com os quatro ao mesmo tempo?
Juca: Ah sua! [se levanta furioso]
Basílio: [segura Juca] Calmo ai Juca. [fala a moça] Que papelão heim Gracinha. Mas a gente vai ser legal com você, né rapaziada? [Todos concordam] Você só vai ter que dizer com qual dos quatro quer ficar.
Silas: Fala mulher, não enrola.
Gracinha: [acuada] Calma, tudo bem eu escolho. Eu vou ficar com aquele que tiver coragem de me dizer o que pedi.
Juca: Que história é essa agora!
Basílio: Como assim?
Gracinha: [acuada] Dou um dia da semana para cada um ter sua chance, quem falar é o escolhido.
Silas: [confiante] Eu topo. Essa eu já ganhei!
Juca: Ganhou o que Silas, essa já é minha rapaz. [blackout]

Cena II
        [Juca no canto direito, Silas no canto esquerdo e Basílio no fundo ao meio congelados, descongelam quando Gracinha toca cada um]
Gracinha: [vai até Juca e o abraça calorosamente] Fala, fala...
Juca: [fraquejando] Não posso...
Gracinha: [vai até Silas e o abraça calorosamente] Fala, fala...
Silas: [fraquejando] Não...
Gracinha: [vai até Basílio e o abraça calorosamente] Fala meu amor, fala...
Basílio: [fraquejando] Me desculpa...
[Os três rapazes saem, Gracinha vai até o meio-frontal, entra Odorico]
Gracinha: [abraça-o calorosamente] Meu amor, você é tão bonzinho.
Odorico: [sem jeito] Eu te amo Gracinha, fica comigo.
Gracinha: [abraça-o calorosamente] Fala que eu fico, fala.
Odorico: [decidido] Tá bom, eu digo. [pausa] Eu quero te matar!
Gracinha: [subitamente] Então mata!
Odorico: [assustado] O que?
Gracinha: [com desejo] Mata! [tira uma pistola de baixo da bolsa e lhe oferece] Vai mata!
Odorico: [assustado] Que isso amor, guarda esta arma.
Gracinha: [com desejo] Ou você me mata ou eu te mato! [aponta a arma para ele]
Odorico: [assustado] Que isso Gracinha, para com essa brincadeira.
Gracinha: [nervosa] Não é brincadeira, Odorico. [engatilha] O que você escolhe? Fala! [blackout]

Cena III
        [Cena final, na sinuca do seu Bezerra, Juca, Silas e Basílio na mesa de sinuca]
Basílio: [incerto] E ai rapazes vocês conseguiram falar? [pausa]  
Juca: [batendo no peito] Claro! Não existe mulher que me dobre, Basílio.
Silas: Eu falei sem hesitar, ela focou toda derretida. E você Basílio, aposto que não conseguiu.
Basílio: [oscilante] Sou homem formado rapaz. [muda o tom] Vocês conseguiram falar com Odorico? Tentei ligar para ele umas três vezes e não atendia.
Juca: Também liguei pra ele e nada.
Silas: [desdenhando] Na certa está com vergonha de aparecer porque não teve coragem de dizer. [risos, neste instante Entra Odorico, sem óculos, em postura esguia, roupa na estica, cabelo brilhando caminhando galanteosamente em câmera lenta abraçado com Gracinha, também espetacular. Vai até os rapazes e fala com uma segurança nunca vista]
Odorico: Olá rapazes. Desculpem meus amigos, mas a sinuca de sexta, agora é só entre eu e a Gracinha.
FIM

As mulheres é que escolhem! Todavia, escolheram.

O homem sempre dá a opção para a mulher escolher: Dá ou desce?!

Por hoje é só.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma constatação!

Acabo de chegar em casa do trabalho: cansado - do trabalho. Triste, também, por não presenciar nenhuma bunda que se preze, no caminho de volta, que tenha feito a minha cabeça de baixo turbinar de "ideias". Chocolate mole, bem mole, é a lembrança que me ocorreu agora. Mas, não é bem essa constatação que gostaria, sei lá eu, de constatar. Tudo se passou na hora do almoço. Fiquei bobo. Quase engasguei e, ao mesmo tempo, me diverti. Na verdade, todo homem infiel - existe esse homem?! - gostaria de estar ali camuflado no meio da comida do meu prato. Os lábios da minha amiga mexiam e meus ouvidos deliravam. Percebam: - "Todas as minhas amigas já traíram o namorado" - ela, simplesmente, assim mesmo, seca e direta, desmoronou o rótulo dos cachorros que andam em pé. "Anjo - angelical ou pornográfico - você escutou bem o que ela falou?", pensei de bate-pronto. Ainda não acreditando, questionei "Todas?!". Divirtam-se infiéis, enquanto é tempo. Sem hesitar, "TODAS". Queria gritar. Queria ser o mundo para todo mundo me escutar. Caramba, Nelson, o que está acontecendo? A traição, analisando assim, só pode ser o amor que existe entre duas pessoas fiéis. Papagaio! Pra terminar, só queria falar uma coisa:

O amor nasce morto. Ou melhor, é eterno mesmo que termine um dia.

desvirginando...

Frases:

As vaias são os aplausos dos desanimados.
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O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.
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A mulher ideal deve ser dama na mesa e puta na cama.
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Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante (Obs: Essa é ótima!!!)
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No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte.
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Copacabana vive, por semana, sete domingos.
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Nem todas mulheres gostam de apanhar, só as normais.
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O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes.
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A plateia só é respeitosa quando não está a entender nada.
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A liberdade é mais importante do que o pão.
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Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.
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E um link sobre uma notícia de homenagens a Nelsom em 2011 em comemoração aos 30anos de sua morte. http://aceveda.com.br/blog/?p=16792